terça-feira, 14 de junho de 2011

     Assumo a culpa de ter depositado em você todas as esperanças de vida feliz e planos realizados que não tive com outra pessoa.
     Assumo a culpa de, ainda que não seja por escolha, ser intensa demais, querer viver demais, querer me dar demais, e te ter também demais.
     Com mais de um mês ouvindo coisas como “somos incompatíveis”, “isso nunca vai dar certo”, “a gente nunca consegue”, ainda não me convenci de que devo simplesmente desistir. Na minha cabeça, o problema ainda é o seu passado tão presente nas suas escolhas, tão presente que chegam a interferir nas minhas. Pra mim, o obstáculo ainda é essa barreira que você construiu com os tijolos mais grossos e pesados que encontrou no mercado, tão resistente que já tentei de tudo – de gritos a lágrimas -, e nem fazer balançar eu consegui.
     Mas, talvez, eu ainda insista por não perceber a sua sensatez, por não me dar conta de que, ei, você pode ter razão, isso tudo pode ser em vão, a gente não precisa prolongar. Mas essa história de desistência nunca foi meu forte, não quando eu me encontro assim, mais lá do que cá, mais sua do que minha. E esse positivismo que me envolve de uma tal maneira que eu nem entendo porque chegou, esse otimismo que tenta me convencer todos os dias de que, cara, pode sim ser você, por que não?! Esse olhar pra frente e conseguir enxergar coisas que, na real, nem acontecerão. Essa insistência que eu não sei de onde tira forças pra, dez minutos depois de bater a porta com raiva, pensar em te ligar e falar: para de besteira, a gente tem tão pouco tempo...
     Tempo. Eu não sei mais os seus benefícios, você sempre corre quando deve parar, sempre para quando deve atropelar todo mundo a sua frente. Porque que, quando já estamos chegando na esquina, você resolve correr? Ninguém aqui tem pressa de ir para casa. Ninguém aqui quer esperar mais por você. Como você tem a ousadia de retroceder assim dessa forma? A culpa é sua, tempo. A culpa de estar chovendo, aí fora e aqui dentro.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Quarta-feira, Setembro 09, 2009

       Choro sim, e, ainda que dilacerada por dentro, choro com um sorriso no rosto, por começar a perceber sua invasão, por começar a ter idéia da dimensão dos seus feitos dentro de mim.
       Choro com uma tristeza que não é capaz de me tomar por inteira - é porque choro por você: e você já é muita alegria.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

       Gosto de poder deitar no teu colo e me sentir protegida; gosto de te abraçar e ter a sensação impagável de que posso te proteger também. Gosto de estar com você, e, ainda que eu saiba a falta que sentirei depois, me conforta saber que voltarei para casa com seu gosto e com seu cheiro: uma tentativa de continuar perto de você. Gosto de ouvir sua vozinha sonolenta a cada ligação que recebo pela manhã. Seu jeito fofo de parar de brigar, pedindo para ouvir que te amo e que sou sua. Seu sorriso de criança que é como remédio para mim, que faz sumir todo e qualquer tipo de problema. Seu esforço desnecessário para me fazer feliz, esquecendo que você, por si só, já é o grande motivo da minha felicidade. A calmaria que seu olhar me transmite, a segurança que suas palavras me passam. O amor devolvido sem pedido de troca.

       Te amo por, à cada noite deitada na cama, pensar em como gostaria que estivesse comigo. Pelo toque carinhoso e sutil que me arrepia a pele. Por seu abraço e seu olhar que fazem o mundo parar só para nós. Pelo jeito de encostar seu corpo no meu. Pela diferença na tua voz (mais doce) quando fala comigo. Pelas expressões a cada toque. Pelo enxugar sincero de lágrimas. E pela sensação de sermos completamente diferentes e totalmente iguais.

       Seus ciúmes e a preocupação de me perder. A certeza que você me passa de não querer ficar sem você. Sua insegurança, que me faz rir por ter a certeza de não existir outra pessoa. Sua presença que faz com que eu me sinta a mais sonhadora das meninas e a melhor das mulheres. Seu poder de transformar meu dia, me presenteando com um sorriso ainda que esteja tudo dando errado. Seu poder de, ainda que não façamos nada, criar bons momentos. Seu jeito único de fazer meu coração ir aos extremos, acelerando e parando a cada momento ao meu lado. O seu não-deixar nada nos separar, ainda que todas as circunstâncias estejam contra nós.
       Nossos dias, tardes e noites, e a certeza de que será pra sempre.
       Porque eu te amo, e, ainda que o amor não precise de razões, eu tenho N motivos para te amar cada vez mais. E amo.


Segunda-feira, Agosto 24, 2009

       Ele só queria que a outra fosse capaz de entender. Entender gestos, sorrisos, olhares, lágrimas, passado.
       Seus gestos eram a mais pura forma de simbolizar seus pensamentos, já, que de sua boca, ainda poucas palavras eram pronunciadas. Seus sorrisos eram a mais sincera forma de felicidade, deixando transparecer e refletir todo o bem-estar que a outra lhe causara. Seus olhares eram a mais profunda forma de sinceridade, em que, todos os dias, transbordavam o amor que começara a sentir. Seus gestos, sorrisos e olhares passavam à outra a alegria de se ter alguém. Mas, ainda que passasse à outra a alegria de se ter alguém, o passado insistia em permanecer em meio à gestos, olhares e lágrimas.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

       Meus olhos estão molhados. Não sei ao certo se por você, por mim, ou por nós. A cada pensamento uma nova lágrima. Choro por você com o desgosto de ouvir uma resposta diferente da que eu imagino. Choro por mim por ainda me permitir ser assim. Choro por nós, por podermos não vir a existir mais. Novamente uma lágrima cai - esta, por mim outra vez. Choro pela perda: perda de alguém que ainda se faz presente, perda do nosso tempo com bobeiras, perda dos dias da minha vida que passei chorando por essa mesma perda.
       Choro pela falta de controle de cada nova situação, pela falta de equilíbrio que todas elas me causam - sendo boas ou ruins. Choro pela falta que sinto de você - falta essa que, nem sempre, eu permito que você supra (eu sei).
       Choro por ter um mundo meu, em que eu te guardo unicamente para mim; choro quando vem a decepção ao voltar para o mundo real.

       Sempre fui o tipo de pessoa que mostra frieza, força, controle. Nunca quis transparecer qualquer sentimento que, de alguma forma, me inferiorizasse. Sempre quis manter minha casca protetora. Porém, isso se mostra mais difícil quando minha única fraqueza me derruba: o coração. Ainda que eu seja emotiva e passional, prefiro me mostrar racional a cada nova experiência. Você apareceu: com você isso não funciona. Você faz parte das minhas fraquezas, você me tira do controle, tira o MEU controle.
       Ter você ali, ao meu lado, nos meus braços; deitar no seu colo e me sentir segura; te ver sorrindo e mudar meu dia… Te abraçar e sentir que posso proteger-nos de qualquer mal.
       Meus olhos continuam molhados, mas, dessa vez, pela emoção de ter quem se gosta.

domingo, 3 de outubro de 2010

       Pode não parecer óbvio pra você, mas o que eu sinto está claro como a água pra mim. O que eu sinto corre como um rio, em uma correnteza forte, me levando para perto de você ainda que eu lute para voltar, ou, para ao menos, ficar onde estou, estagnada, sem o risco de me perder nesse fluxo.
       Meu medo é tudo isso virar uma grande cachoeira e tudo ir por água abaixo, fazendo com que eu me afogue nesse próprio sentimento.
       Não quero me arrepender do que nós construímos - mesmo que em tão pouco tempo - todas as vezes que reprovar uma atitude sua ou de outro alguém. Não quero me arrepender das atitudes que eu tomo pensando em você. Não quero me arrepender de mergulhar nesse mar aberto.
       Meu medo do mar nunca me prejudicou tanto. Mas você? Você tá me ensinando a nadar!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

11 Aug Segunda-feira, Julho 27, 2009

       Eu não queria gostar de você.
       Em momento nenhum eu escolhi te ter na minha vida, não como alguém que eu queira pra mim. Em momento nenhum eu planejei isso, por mais que a vontade surgisse às vezes - o que pra mim não passava de atração.
       Não queria ter que ficar dividida, mas, sinceramente, queria poder escolher ficar do teu lado.
       Queria não me sentir culpada por estar feliz de verdade nos últimos dias. Queria poder dividir com quem eu gosto essa felicidade. Queria continuar dividindo com você: dividindo minhas tardes, dividindo minhas risadas, dividindo a empolgação de algo novo.
       Queria não ter me deixado envolver pelo seu jeito carismático, pelo seu sorriso aberto, pelos seus olhares sem-graça. Queria ter sido mais forte para conseguir enxergar o sentimento de quem está próximo. Queria ter sido mais forte e não enxergar os meus.
       Queria afirmar para mim mesma, nesse exato momento, o quanto você não faz diferença na minha vida. Queria conseguir me enganar.
       Queria que isso não fosse intenso. Queria ser do jeito que eu fui com todas as outras pessoas e te expulsar de mim, como se não fosse fazer falta.
       Queria não ter o cheiro dos seus cabelos em minhas mãos agora. Queria não pensar que isso pode não acontecer mais.
       Queria conseguir acertar.
       E você?
       É, eu também queria você.