Esses dias me dei conta que amigos são realmente importantes, e mais ainda, que amigos importantes são raros.
Escolher bons amigos é uma virtude de poucos. Muito poucos. Ou será que os bons amigos que entraram em extinção?
Identificar-se com alguém hoje em dia é difícil. Achar alguém com as mesmas prioridades que você é quase impossível. Os pensamentos mudam, os objetivos se distanciam, a afinidade diminui… e pronto! você percebe que aquele não é mais o seu lugar.
O mundo realmente transforma as pessoas. Hoje me peguei no banho, às 7:30 da manhã de um sábado, depois de dormir no sofá por dez horas, pensando sobre minhas amigas, sobre o quanto mudamos com o passar dos anos, sobre como nos afastamos e nos reaproximamos de forma repentina e simples, como se ninguém fizesse falta na vida de ninguém já que tem sempre alguém para substituir. Pensei sobre as diferenças que existem entre nós, sobre o modo de pensar, de agir, e me dei conta de uma coisa: eu gosto de pessoas que pensem com a cabeça, e não com o bolso, pessoas de carne e osso, e não de papel com um “100” estampado na frente.
Então, logo após o banho, fui à cozinha e perguntei à minha mãe se ela achava que precisávamos de mais para viver bem. A resposta dela? A melhor possível:
-Não. Acho que vivemos muito bem: temos comida, um bom plano de saúde, e uma casa NOSSA. É claro que quanto mais a gente tem, mais a gente quer, mas temos que pensar sempre nos que têm menos, que perto do nosso, é quase nada.
Uma mãe dessa não há dinheiro no mundo que compre.
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