Sofremos sempre com o pesadelo de nunca gostarmos de alguém que goste de nós.
Talvez o fato de termos sempre ali a pessoa para te dar o que você quer, com a vontade de afagar ou de cobrar, nos tire todo o mistério de não saber o fim da linha, de não ter o frio na barriga de uma discussão virar um “Acabou!”. Talvez saber que estará tudo certo sempre, que não haverá contradição para inspirar um debate sobre tal assunto, que tudo será sempre igual e manso, nos tire a vontade de fazer crescer o que existe, como algo que não nos motiva: Por quê pôr no forno um bolo que não leva fermento?! Teríamos tudo o que precisamos se soubéssemos antes preparar a massa. Seria fácil se cada relacionamento tivesse um “Modo de preparo” para seguirmos, passo a passo, como uma receita.
Até hoje a única parte da receita que conheci foi: “Leve ao forno e espere dourar.”…

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