Ontem eu parei de olhar pra mim, pra dentro de mim, e nos vi de fora. Afastei toda a maquiagem e me transformei em argila, como uma forma de ser facilmente manuseada, sem mistérios, sem as máscaras que eu insistia em usar na frente de todos. Já não importava mais a novidade de estar fazendo parte da sua sala ou do seu quarto, mas sim a sensação de começar a fazer parte da sua vida. Estar ali já não me tirava a graça, partindo do fato de que era você quem estava comigo; houve dias em que dormi tentando não pensar, já que meu pensamento era (em) você, mas na noite seguinte eu me deparava com a vontade de dizer tudo o que eu sentia mesmo que você risse, mesmo que as pessoas rissem, mesmo que fosse uma tentativa banal de consertar ou começar alguma coisa.
Nenhum comentário:
Postar um comentário