quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Segunda-feira, Março 23, 2009

       E você cisma em pôr em mim a culpa de algo que nem mesmo existe.
       Você me trata bem, como se eu fosse alguém realmente especial.
       Não. Você me trata mal, como se o “nós” fosse algo banal.
       Não. Você liga, pede desculpas, e eu, como sempre, as aceito, deixando tudo bem, e achando até melhor…
       Não. Melhor só até você aprontar de novo.

       Talvez fossem as suas inconstâncias que me prendessem a ti. Talvez fosse um medo bobo de me prender a ti que me tornasse prisioneira. Talvez a gente seja feliz. Não, você não deixaria. A intimidade te assusta, e você conseguiu transformar todos os SEUS sentimentos em meus, como se eu fosse a grande barreira entre nós.
       Você me fez acreditar que estaríamos bem, mesmo depois da noite passar, mesmo que eu não quisesse acreditar.
       E mesmo que eu tenha plena convicção de que não quero mais saber de ti, ainda sou forçada (por mim mesma) à te esperar. Procuro-te na rua, numa mesa de bar, ou até na internet, onde eu sei que não tem mais como você chegar até mim.

       A minha porta abre mesmo que eu bata com força. A minha janela tem cortinas remendadas, onde a sua luz insiste em penetrar e querer te tirar da escuridão que eu quero que você se torne.

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