quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Segunda-feira, Abril 06, 2009

       Seu jeito rebelde me enlouquecia. Loucura ruim e loucura boa. Ruim quando eu não queria te ver nunca mais na vida. Loucura boa quando eu tinha certeza que era você. A loucura boa não durava um dia completo; já a ruim perdurava por dias, mesmo que meu inconsciente te esperasse.
       Suas atitudes, sempre tão contraditórias, me faziam te odiar, ainda que por uma hora, até você mandar uma nova mensagem na madrugada. Por falar nela (madrugada) nessa eu parei de te esperar e, como eu já imaginava, você “apareceu”.
       Não me servem mais as suas palavras, elas não valem nada. Não me interessam mais suas atitudes, até porque você nem mesmo as tomaria. Não te quero mais, e, ainda que quisesse, não te teria.

       Talvez você nunca tenha passado por isso. Talvez seu passado não te deixe viver um bom presente. Eu só não aguento mais criar hipóteses para justificar suas mudanças repentinas.
       Como cobrar minha confiança? Você nunca se mostrou uma pessoa confiável. Você some, desaparece, vai embora. Pessoas que vão embora não são confiáveis.
       Eu te conheço, sei a pessoa que pode ser, mas, até você ser essa pessoa, a gente tem que passar por muitas pessoas que você é, pessoas das quais que eu não gosto.

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