segunda-feira, 27 de setembro de 2010

11 Aug Segunda-feira, Julho 27, 2009

       Eu não queria gostar de você.
       Em momento nenhum eu escolhi te ter na minha vida, não como alguém que eu queira pra mim. Em momento nenhum eu planejei isso, por mais que a vontade surgisse às vezes - o que pra mim não passava de atração.
       Não queria ter que ficar dividida, mas, sinceramente, queria poder escolher ficar do teu lado.
       Queria não me sentir culpada por estar feliz de verdade nos últimos dias. Queria poder dividir com quem eu gosto essa felicidade. Queria continuar dividindo com você: dividindo minhas tardes, dividindo minhas risadas, dividindo a empolgação de algo novo.
       Queria não ter me deixado envolver pelo seu jeito carismático, pelo seu sorriso aberto, pelos seus olhares sem-graça. Queria ter sido mais forte para conseguir enxergar o sentimento de quem está próximo. Queria ter sido mais forte e não enxergar os meus.
       Queria afirmar para mim mesma, nesse exato momento, o quanto você não faz diferença na minha vida. Queria conseguir me enganar.
       Queria que isso não fosse intenso. Queria ser do jeito que eu fui com todas as outras pessoas e te expulsar de mim, como se não fosse fazer falta.
       Queria não ter o cheiro dos seus cabelos em minhas mãos agora. Queria não pensar que isso pode não acontecer mais.
       Queria conseguir acertar.
       E você?
       É, eu também queria você.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Sexta-feira, Julho 24, 2009 - Era uma vez…

       E de repente entendo o valor de um sorriso. Estar ao seu lado sorrindo e ir além só de ver o seu. Ir além do limite que meus pensamentos me impõem, ir além do limite que à minha boca foi imposto. As horas passam lentamente, como se quisessem nos deixar juntos, ali, a tarde toda. Nenhuma parte do nosso corpo se encontrava, diferente de nossos olhares, trocados constantemente. Os braços entrelaçaram-se em uma forma de abraço, em que seus braços me envolviam como se estivessem me segurando pra não sair dalí - mesmo que fosse uma hipótese absurda sair dalí. As palavras saem da minha boca como se não tivessem medo de ser rejeitadas, mas, ainda assim, eu luto para que elas possam nomear o que eu sinto agora; não consigo. Elas não parecem fortes o suficiente. Logo o silêncio invade nosso espaço, mas eu não me importo. Não me importo porque, mais uma vez, nossos sorrisos falam por nós. Temos pouco juntos. O pouco que temos me soa como um incentivo, como um primeiro passo para um caminho mais longo, ainda que só avance uma rua. E tenho medo. Tenho medo de me privar de você por esse próprio medo. Mesmo que eu não saiba o caminho, você me faz ter vontade de seguir. Era uma vez, e depois a segunda: já não sabia mais como voltar atrás.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Como tudo começou...

       Seu jeito sério de falar coisas bobas me intrigava, me fazendo sentir vontade de presenciar cada momento como esse. Seu jeito bobo de falar coisas sérias me angustiava, me fazendo pensar que toda a preocupação era uma criação minha. Seu jeito amigo de fingir não ligar foi me conquistando, me fazendo querer alimentar o que nascia. Seu “não ligar” como jeito de gostar foi me irritando, me fazendo pensar se era esse o porque de todos gostarem dele. Seu jeito de deixar todos a vontade com respostas ríspidas foi me provocando, me fazendo travar uma disputa de respostas incovenientes. Seu jeito ríspido de gostar foi me convencendo, me fazendo perceber o quão parecidos podíamos ser. Seu jeito tagarela de se fazer presente foi tomando espaços, me fazendo o odiar por não ter uma brecha para retrucar. Seu “se fazer presente” como jeito tagarela foi me entusiasmando, me fazendo perceber a pessoa que ele realmente era. Seu jeito estúpido de ser carinhoso foi me ganhando de tal forma, fazendo com que eu quisesse mesmo isso para a minha vida.
       No início eu não conseguia me fazer presente ao seu lado, não me sentia a vontade com todas essas contradições. No início, por mais que eu risse - e seria impossível ser diferente -, não era alguém que eu queria em todas as minhas saídas. Com o passar dos dias fui descobrindo que, para mudar toda essa situação, eu só precisaria ser eu mesma, sem o medo de não agradar, sem a máscara exigida por tantas pessoas que nos rodeiam. Com o tempo fui descobrindo que, para gostarmos um do outrao não era preciso mais tempo nenhum, porque isso já estava acontecendo.
 
 
 

       Hoje eu digo, com a alegria de te ter ao meu lado, que você foi meu melhor presente de Dia do Amigo de 2009.



(e vem sendo de todos os dias desde então.)