segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Sexta-feira, Julho 24, 2009 - Era uma vez…

       E de repente entendo o valor de um sorriso. Estar ao seu lado sorrindo e ir além só de ver o seu. Ir além do limite que meus pensamentos me impõem, ir além do limite que à minha boca foi imposto. As horas passam lentamente, como se quisessem nos deixar juntos, ali, a tarde toda. Nenhuma parte do nosso corpo se encontrava, diferente de nossos olhares, trocados constantemente. Os braços entrelaçaram-se em uma forma de abraço, em que seus braços me envolviam como se estivessem me segurando pra não sair dalí - mesmo que fosse uma hipótese absurda sair dalí. As palavras saem da minha boca como se não tivessem medo de ser rejeitadas, mas, ainda assim, eu luto para que elas possam nomear o que eu sinto agora; não consigo. Elas não parecem fortes o suficiente. Logo o silêncio invade nosso espaço, mas eu não me importo. Não me importo porque, mais uma vez, nossos sorrisos falam por nós. Temos pouco juntos. O pouco que temos me soa como um incentivo, como um primeiro passo para um caminho mais longo, ainda que só avance uma rua. E tenho medo. Tenho medo de me privar de você por esse próprio medo. Mesmo que eu não saiba o caminho, você me faz ter vontade de seguir. Era uma vez, e depois a segunda: já não sabia mais como voltar atrás.

Um comentário: