quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Como tudo começou...

       Seu jeito sério de falar coisas bobas me intrigava, me fazendo sentir vontade de presenciar cada momento como esse. Seu jeito bobo de falar coisas sérias me angustiava, me fazendo pensar que toda a preocupação era uma criação minha. Seu jeito amigo de fingir não ligar foi me conquistando, me fazendo querer alimentar o que nascia. Seu “não ligar” como jeito de gostar foi me irritando, me fazendo pensar se era esse o porque de todos gostarem dele. Seu jeito de deixar todos a vontade com respostas ríspidas foi me provocando, me fazendo travar uma disputa de respostas incovenientes. Seu jeito ríspido de gostar foi me convencendo, me fazendo perceber o quão parecidos podíamos ser. Seu jeito tagarela de se fazer presente foi tomando espaços, me fazendo o odiar por não ter uma brecha para retrucar. Seu “se fazer presente” como jeito tagarela foi me entusiasmando, me fazendo perceber a pessoa que ele realmente era. Seu jeito estúpido de ser carinhoso foi me ganhando de tal forma, fazendo com que eu quisesse mesmo isso para a minha vida.
       No início eu não conseguia me fazer presente ao seu lado, não me sentia a vontade com todas essas contradições. No início, por mais que eu risse - e seria impossível ser diferente -, não era alguém que eu queria em todas as minhas saídas. Com o passar dos dias fui descobrindo que, para mudar toda essa situação, eu só precisaria ser eu mesma, sem o medo de não agradar, sem a máscara exigida por tantas pessoas que nos rodeiam. Com o tempo fui descobrindo que, para gostarmos um do outrao não era preciso mais tempo nenhum, porque isso já estava acontecendo.
 
 
 

       Hoje eu digo, com a alegria de te ter ao meu lado, que você foi meu melhor presente de Dia do Amigo de 2009.



(e vem sendo de todos os dias desde então.)

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